Sem rumo, deambulando pela floresta, quase etéreo, lá te encontras.
Quase não te consigo ver pela tua fraqueza...
Sacia-te...bebe do meu sangue se quiseres, alimenta-te da minha carne se precisares, renasce das cinzas!
O fétido perfume que emanava da tua pele suavemente se torna jasmim...

A tua pele transparente ganha agora o tom da terra e os teus olhos trespassam-me a alma...
Num momento nossas veias se entrançam e nos elevam em cordas flutuantes ao centro da Terra.
Numa dança fluída nossos corpos se fundem e se tornam num só...
Um só ser de sangue que pulsa a cada bater do coração da Mãe Terra...
Retornados ao seu seio...Filhos de um mesmo ventre...filhos de uma mesma matéria ilusória que une uma mesma essência.
Publicada por
Luna

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